sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

PROFESSOR É PRESENTEADO COM PORTAL NO MEC...

O Portal do Professor,assim como dos meios disponíveis é fazer com que tanto dorcente quanto suas escolas disponham de meios para melhor atender sua clientela, bem como se aperfeicoar cada vez mais; elevando, assim, o nível da qualidade educacional.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

REFORMA ORTOGRÁFICA

REFORMA ORTOGRÁFICA: A nova ortografia da Língua Portuguesa
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 2009 foi elaborado para uniformizar a grafia das palavras dos países lusófonos, ou seja, os que têm o português como língua oficial. Ele entrará em vigor a partir de janeiro de 2009.Os brasileiros terão quatro anos para se adequar às novas regras. Durante esse tempo, tanto a grafia hoje vigente como a nova serão aceitas oficialmente. A partir de 1 de janeiro de 2013, a grafia correta da língua portuguesa será a prevista no Novo Acordo Ortográfico.

CONFIRA TODAS AS MUDANÇAS DA REFORMA ORTOGRÁFICA 2009:

Alfabeto da língua portuguesa
A língua portuguesa passa a reconhecer o “K“, “W” e o “Y” como letras do nosso alfabeto, aumentando o número para 26 letras. Esta regra servirá para regularizar o uso dessas letras no nosso idioma.
Exemplo: km e watt

Regra do Hífen
- Não utiliza-se mais hífens em palavras compostas cujos prefixos terminam em vogal seguida de palavras iniciadas com “r” ou “s“. A mesma regra serve para prefixos que terminam em vogal e palavras que começam com vogal.
Exemplo: contrassenha e autorretrato.
- Mantem-se o hífen para prefixos terminados em “r” onde a outra palavra também começa com “r“.
Exemplo: super-racional.
- Utiliza-se hífen quando a palavra começa com a mesma vogal que o prefixo termina, com exceção do prefixo “co“.
Exemplo: anti-inflamatório.
- O hífen mantem-se em palavras que não possuem ligação em comum. A mesma regra aplica-se para prefixos “vice“, “ex“, “pré“, “pró” e “pós“.
Exemplo: beija-flor.
- Não utiliza-se mais hífens em palavras compostas por substantivos, adjetivos, verbais, pronomes, etc.
Exemplo: sala de jantar.
REGRA DE ACENTUAÇÃO
1) -EEM
Não mais se acentuam as formas verbais terminadas em eem dos verbos crer, dar, ler e ver e de seus derivados:

*Os jovens leem tanto quanto os adultos os incentivam.

*Os brasileiros ainda creem nos políticos.
*Não se veem mais filmes políticos.
*Deem-se as mãos e parem de brigar.


2) -OO
Não mais se acentuam as palavras terminadas em oo, sejam substantivos ou formas verbais:
*Sempre coo café numa cafeteira italiana.
*Senti um enjoo enorme naquela manhã.
*Eu me magoo com facilidade.


3) ARGUIR e REDARGUIR
Não mais se acentuam o gu das formas verbais rizotônicas dos verbos arguir e redarguir. (As formas rizotônicas são eu, tu, ele e eles do presente do indicativo e do presente do subjuntivo). A pronúncia, porém, permanece com a tonicidade sobre o gu, ocorrendo hiato entre o u e a vogal posterior a ele:
Eu ar-GU-o, tu ar-GU-is, ele ar-GU-i, eles ar-GU-em (As letras maiúsculas indicam a sílaba tônica)
Já nas formas arrizotônicas (todas as outras, fora as rizotônicas), ocorre a junção do u com a vogal subsequente na mesma sílaba:
Nós ar-GUI-mos, nós ar-gui-RE-mos, ontem eu ar-GUI (As letras maiúsculas indicam a sílaba tônica)
Arguir significa acusar; censurar; argumentar; examinar, questionando ou interrogando.
Redarguir significa replicar, responder argumentando; acusar; recriminar.

4) -GUAR, -QUAR, -QUIR
Os verbos terminados em -guar, -quar e -quir passam a ter dupla ortografia e pronúncia nas formas rizotônicas:
A - Paroxítona terminada em ditongo crescente, em que o u é pronunciado atonamente na mesma sílaba da vogal subsequente. A sílaba tônica é a anterior ao gu e acentuada, pois as paroxítonas terminadas em ditongo crescente sempre recebem acento:
Que eu a-ve-RÍ-gue, Que eles a-pa-ZÍ-guem, Que eles Á-guem, Que ele en-XÁ-gue, Que ele de-LÍN-que (As letras maiúsculas indicam a sílaba tônica)
B- Proparoxítona terminada em hiato, em que o u é pronunciado tonicamente e separado da vogal posterior, sem acento nem trema:
Que eu a-ve-ri-GU-e, que eles a-pa-zi-GU-em, que eles a-GU-em, que ele de-lin-QU-e (As letras maiúsculas indicam a sílaba tônica)
Já nas formas arrizotônicas (todas as outras, fora as rizotônicas), ocorre a junção do u com a vogal subsequente na mesma sílaba:
Eu a-ve-ri-GUEI, nós a-ve-ri-GUA-mos, que nós a-ve-ri-GUE-mos (As letras maiúsculas indicam a sílaba tônica)

5) ÉI/EI, ÓI/OI
Não mais se acentuam os ditongos abertos ei e oi quando estiverem na penúltima sílaba. Já se estiverem na última sílaba ou se forem monossílabos, o acento permanecerá.
*Eu apoio os trabalhadores.
*Boa ideia!
*Herói é o que pratica atos heroicos.


6) -AIU, -EIU, -AUI, -UIU
Não mais se acentuam o i e o u antecedidos de ditongo decrescente (au, ei, ui...) quando estiverem na penúltima sílaba. Já se estiverem na última sílaba, o acento permanecerá.
Feiura, bocaiuva, baiuca, Piauí, tuiuiú


7) ACENTOS DIFERENCIAIS
Não mais se acentuam as seguintes palavras:
Para - verbo parar
Pelo(s) - substantivo
Eu pelo, tu pelas, ele pela - verbo pelar
Pera(s) – substantivo
Polo(s) – substantivo
Mantém-se o acento, porém, nas seguintes palavras:
Pôr – verbo
Pôde - pretérito perfeito do indicativo do verbo poder
É facultativo o acento nas seguintes palavras homófonas:
A forma ou A fôrma - substantivo
Ontem falamos ou Ontem falámos - verbos na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo
Espero que nos demos bem ou Espero que nos dêmos bem - verbo dar na primeira pessoa do plural do presente do subjuntivo.

REGRA DO TREMA

É abolido da Língua Portuguesa. A pronuncia do u, porém, permanece:
*Agüentar – pronuncia-se AGWENTAR
*Cinqüenta - pronuncia-se CINQWENTA
*Arguir – pronuncia-se ARGWIR
Obs. Usa-se, porém, o trema nas palavras de origem estrangeira e nas derivadas delas:
Os tipos de cervejas München, Trüb e kölsch.
Sobrenomes, como da modelo brasileira Gisele Bündchen. Os fãs dela podem, então, ser considerados bündchenianos.







quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Fábulas e Histórias



O cachorro e o burro
Na fazenda viviam muitos bichos: patos, porcos, galinhas... Além de um burro e um cachorro. E todos eles ficavam esperando a hora em que o dono voltava do trabalho.
No entanto, quando ele chegava, somente o cachorro corria para lhe dar as boas vindas e fazer festa. O dono passava a mão na cabeça de seu fiel amigo.
Mas o burro, olhando a cena, pensava com tristeza:
"Meu dono não liga para mim! Ele só acaricia o cachorro!"

Um dia, querendo receber carinho, o burro ficou à espera do dono para também recebê-lo com festas.
Assim, quando o homem chegou, o burro relinchou festivamente e, para imitar o cão, ergueu as patas. O que aconteceu foi um desastre: desajeitado, ele acabou derrubando o dono no chão.
O homem, surpreso, deu ordens para que o burro fosse amarrado na cerca.
E ficou pensando: "Afinal, o que deu nesse bicho? Ficou louco? Está achando que é cachorro?"
No dia seguinte, ele precisou do burro para levar cestos de verdura à feira. E então, passando a mão carinhosamente na cabeça do animal, disse-lhe, para consolá-lo:
- Meu amigo, um burro é um burro e um cão é um cão. Um serve para carregar, o outro, para vigiar. E isso ninguém vai mudar.
"Cada um é o que é. Não se pode forçar a própria natureza."









La Fontaine



O coelhinho Joca


“Era uma vez quatro coelhinhos chamados: Bolinha, Mimoso, Algodãozinho e Joca”. Eles moravam com sua mãezinha, embaixo de um grande pinheiro. Dona Coelha, precisando um dia sair para fazer compras, chamou-os e disse:
- Escutem, queridos, mamãe vai sair. Se vocês quiserem, podem dar uma voltinha, mas, por favor, não entrem na horta do Sr. Tinoco. Seu pai teve um acidente lá e nunca mais voltou para casa. Tenham juízo, filhotes, eu não me demoro.
Dona Coelha apanhou a sombrinha, a cesta de compra e foi à padaria. Comprou cinco bolinhos com passas e um pão de forma. Bolinha, Mimoso e Algodãozinho, que eram muito ajuizados, foram colher amoras. Joca, porém, que era muito desobediente, passou por debaixo da cerca e foi à horta do Sr. Tinoco. Lá chegando, comeu alfaces, cenouras e rabanetes, até não poder mais. Sentou-se para descansar um pouco. Exatamente ali, perto do canteiro dos repolhos, estava o Sr. Tinoco. Assim que avistou o coelhinho, correu ao seu encalço, de ancinho na mão. Joca ficou muito assustado; corria para todos os lados e não conseguia acertar a saída.
Perdeu um dos sapatos no meio dos repolhos, e o outro, perto das batatas. Cada vez ele corria mais. De repente, ficou preso, pelo botão do casaco, numa rede que protegia as uvas. Começou a chorar alto. Uns pardais muito bonzinhos, que voavam por ali, vieram consolá-lo. Entretanto, o Sr. Tinoco não tinha desistido de pegá-lo. Ali veio ter, com uma enorme peneira na mão, pretendendo com ela prender o pobre bichinho. Nesse instante, porém, Joca deu um arranco e conseguiu desprender-se. No entanto, ficou sem o casaco e caiu em cima da caixa de ferramentas. Levantou-se depressa, e escondeu-se dentro de uma lata grande que viu à sua frente. A lata estava cheia de água e Joca estava muito suado; por isso, começou a sentir arrepios de frio e pôs-se a espirrar. O Sr. Tinoco, que o havia perdido de vista, descobriu o seu esconderijo e correu para a lata. O coelhinho, porém, foi mais ligeiro; pulou fora da lata e ocultou-se atrás de uns vasos de plantas. O Sr. Tinoco já estava cansado de tanto correr à procura do coelhinho, de maneira que resolveu voltar para casa. Joca, quando percebeu que o seu perseguidor o deixara em paz, sentou-se para descansar. Estava quase sem respiração e tremia da cabeça aos pés. Além disso, não tinha a menor idéia de como sair dali.
Enquanto pensava na situação, apareceu um rato que carregava, na boca, alimento para os seus filhinhos. Joca perguntou-lhe onde ficava a saída, mas ele não lhe respondeu, apenas sacudiu a cabeça. Então o coitadinho resolveu ir andando para ver se descobria alguma coisa.
Atravessou o jardim e chegou a um tanque onde o Sr. Tinoco costumava encher as latas de água. Ali estava sentado um gatinho, apreciando os peixinhos dourados que havia no tanque. Joca, a princípio, teve vontade de dirigir-lhe a palavra, mas pensou melhor e foi andando.

Seu primo, o coelhinho Benjamim, sempre lhe contava histórias perigosas sobre gatos...
Um pouco adiante encontrou uma carrocinha. Subiu nela e olhou à volta. Lá adiante estava o seu inimigo, o Sr. Tinoco, cuidando de um canteiro. Do lado oposto, ficava o portão. Que alívio! Muito de mansinho, sem fazer barulho, foi ele se arrastando, até que se viu, são e salvo, perto do pinheiro onde ficava sua casa. Estava tão cansado que se deitou ali mesmo e fechou os olhos.
Dona Coelha estava preparando o jantar. Quando o viu ali fora, assim, abatido, ficou imaginando o que lhe teria acontecido. Ficou, porém, muito zangada quando viu que ele havia perdido os sapatos e o casaco. Levou-o, no colo, para a cama e notou que ele estava febril.
À hora do jantar, Bolinha, Mimoso e Algodãozinho foram para a mesa, comeram bolinhos com passas e tomaram leite quentinho. Joca ficou na cama e tomou chá de limão.
No dia seguinte, ainda se sentia mal. “Estava tão arrependido, que prometeu à mamãe nunca mais desobedecer-lhe e ser tão comportado quanto seus outros irmãos.”