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*Os jovens leem tanto quanto os adultos os incentivam.
*Os brasileiros ainda creem nos políticos.
*Não se veem mais filmes políticos.
*Deem-se as mãos e parem de brigar.
2) -OO
Não mais se acentuam as palavras terminadas em oo, sejam substantivos ou formas verbais:
*Sempre coo café numa cafeteira italiana.
*Senti um enjoo enorme naquela manhã.
*Eu me magoo com facilidade.
3) ARGUIR e REDARGUIR
Não mais se acentuam o gu das formas verbais rizotônicas dos verbos arguir e redarguir. (As formas rizotônicas são eu, tu, ele e eles do presente do indicativo e do presente do subjuntivo). A pronúncia, porém, permanece com a tonicidade sobre o gu, ocorrendo hiato entre o u e a vogal posterior a ele:
Eu ar-GU-o, tu ar-GU-is, ele ar-GU-i, eles ar-GU-em (As letras maiúsculas indicam a sílaba tônica)
Já nas formas arrizotônicas (todas as outras, fora as rizotônicas), ocorre a junção do u com a vogal subsequente na mesma sílaba:
Nós ar-GUI-mos, nós ar-gui-RE-mos, ontem eu ar-GUI (As letras maiúsculas indicam a sílaba tônica)
Arguir significa acusar; censurar; argumentar; examinar, questionando ou interrogando.
Redarguir significa replicar, responder argumentando; acusar; recriminar.
4) -GUAR, -QUAR, -QUIR
Os verbos terminados em -guar, -quar e -quir passam a ter dupla ortografia e pronúncia nas formas rizotônicas:
A - Paroxítona terminada em ditongo crescente, em que o u é pronunciado atonamente na mesma sílaba da vogal subsequente. A sílaba tônica é a anterior ao gu e acentuada, pois as paroxítonas terminadas em ditongo crescente sempre recebem acento:
Que eu a-ve-RÍ-gue, Que eles a-pa-ZÍ-guem, Que eles Á-guem, Que ele en-XÁ-gue, Que ele de-LÍN-que (As letras maiúsculas indicam a sílaba tônica)
B- Proparoxítona terminada em hiato, em que o u é pronunciado tonicamente e separado da vogal posterior, sem acento nem trema:
Que eu a-ve-ri-GU-e, que eles a-pa-zi-GU-em, que eles a-GU-em, que ele de-lin-QU-e (As letras maiúsculas indicam a sílaba tônica)
Já nas formas arrizotônicas (todas as outras, fora as rizotônicas), ocorre a junção do u com a vogal subsequente na mesma sílaba:
Eu a-ve-ri-GUEI, nós a-ve-ri-GUA-mos, que nós a-ve-ri-GUE-mos (As letras maiúsculas indicam a sílaba tônica)
5) ÉI/EI, ÓI/OI
Não mais se acentuam os ditongos abertos ei e oi quando estiverem na penúltima sílaba. Já se estiverem na última sílaba ou se forem monossílabos, o acento permanecerá.
*Eu apoio os trabalhadores.
*Boa ideia!
*Herói é o que pratica atos heroicos.
6) -AIU, -EIU, -AUI, -UIU
Não mais se acentuam o i e o u antecedidos de ditongo decrescente (au, ei, ui...) quando estiverem na penúltima sílaba. Já se estiverem na última sílaba, o acento permanecerá.
Feiura, bocaiuva, baiuca, Piauí, tuiuiú
7) ACENTOS DIFERENCIAIS
Não mais se acentuam as seguintes palavras:
Para - verbo parar
Pelo(s) - substantivo
Eu pelo, tu pelas, ele pela - verbo pelar
Pera(s) – substantivo
Polo(s) – substantivo
Mantém-se o acento, porém, nas seguintes palavras:
Pôr – verbo
Pôde - pretérito perfeito do indicativo do verbo poder
É facultativo o acento nas seguintes palavras homófonas:
A forma ou A fôrma - substantivo
Ontem falamos ou Ontem falámos - verbos na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo
Espero que nos demos bem ou Espero que nos dêmos bem - verbo dar na primeira pessoa do plural do presente do subjuntivo.
REGRA DO TREMA
É abolido da Língua Portuguesa. A pronuncia do u, porém, permanece:
*Agüentar – pronuncia-se AGWENTAR
*Cinqüenta - pronuncia-se CINQWENTA
*Arguir – pronuncia-se ARGWIR
Obs. Usa-se, porém, o trema nas palavras de origem estrangeira e nas derivadas delas:
Os tipos de cervejas München, Trüb e kölsch.
Sobrenomes, como da modelo brasileira Gisele Bündchen. Os fãs dela podem, então, ser considerados bündchenianos.
Na fazenda viviam muitos bichos: patos, porcos, galinhas... Além de um burro e um cachorro. E todos eles ficavam esperando a hora em que o dono voltava do trabalho.
Um dia, querendo receber carinho, o burro ficou à espera do dono para também recebê-lo com festas.

O coelhinho Joca
“Era uma vez quatro coelhinhos chamados: Bolinha, Mimoso, Algodãozinho e Joca”. Eles moravam com sua mãezinha, embaixo de um grande pinheiro. Dona Coelha, precisando um dia sair para fazer compras, chamou-os e disse:
- Escutem, queridos, mamãe vai sair. Se vocês quiserem, podem dar uma voltinha, mas, por favor, não entrem na horta do Sr. Tinoco. Seu pai teve um acidente lá e nunca mais voltou para casa. Tenham juízo, filhotes, eu não me demoro.
Dona Coelha apanhou a sombrinha, a cesta de compra e foi à padaria. Comprou cinco bolinhos com passas e um pão de forma. Bolinha, Mimoso e Algodãozinho, que eram muito ajuizados, foram colher amoras. Joca, porém, que era muito desobediente, passou por debaixo da cerca e foi à horta do Sr. Tinoco. Lá chegando, comeu alfaces, cenouras e rabanetes, até não poder mais. Sentou-se para descansar um pouco. Exatamente ali, perto do canteiro dos repolhos, estava o Sr. Tinoco. Assim que avistou o coelhinho, correu ao seu encalço, de ancinho na mão. Joca ficou muito assustado; corria para todos os lados e não conseguia acertar a saída.
Perdeu um dos sapatos no meio dos repolhos, e o outro, perto das batatas. Cada vez ele corria mais. De repente, ficou preso, pelo botão do casaco, numa rede que protegia as uvas. Começou a chorar alto. Uns pardais muito bonzinhos, que voavam por ali, vieram consolá-lo. Entretanto, o Sr. Tinoco não tinha desistido de pegá-lo. Ali veio ter, com uma enorme peneira na mão, pretendendo com ela prender o pobre bichinho. Nesse instante, porém, Joca deu um arranco e conseguiu desprender-se. No entanto, ficou sem o casaco e caiu em cima da caixa de ferramentas. Levantou-se depressa, e escondeu-se dentro de uma lata grande que viu à sua frente. A lata estava cheia de água e Joca estava muito suado; por isso, começou a sentir arrepios de frio e pôs-se a espirrar. O Sr. Tinoco, que o havia perdido de vista, descobriu o seu esconderijo e correu para a lata. O coelhinho, porém, foi mais ligeiro; pulou fora da lata e ocultou-se atrás de uns vasos de plantas. O Sr. Tinoco já estava cansado de tanto correr à procura do coelhinho, de maneira que resolveu voltar para casa. Joca, quando percebeu que o seu perseguidor o deixara em paz, sentou-se para descansar. Estava quase sem respiração e tremia da cabeça aos pés. Além disso, não tinha a menor idéia de como sair dali.
Enquanto pensava na situação, apareceu um rato que carregava, na boca, alimento para os seus filhinhos. Joca perguntou-lhe onde ficava a saída, mas ele não lhe respondeu, apenas sacudiu a cabeça. Então o coitadinho resolveu ir andando para ver se descobria alguma coisa.
Atravessou o jardim e chegou a um tanque onde o Sr. Tinoco costumava encher as latas de água. Ali estava sentado um gatinho, apreciando os peixinhos dourados que havia no tanque. Joca, a princípio, teve vontade de dirigir-lhe a palavra, mas pensou melhor e foi andando.
